Biografia Involunt ria dos Amantes Numa estrada adormecida da Galiza dois homens atropelam um javali A vis o do animal morto na estrada levar um deles Salda a Paris um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos a puxar o primeiro

  • Title: Biografia Involuntária dos Amantes
  • Author: João Tordo
  • ISBN: 9789896722593
  • Page: 492
  • Format: Paperback
  • Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali A vis o do animal morto na estrada levar um deles Salda a Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida Instigado pelas confiss es desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem um professor universit rio divorciado ir tentar descobrirNuma estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali A vis o do animal morto na estrada levar um deles Salda a Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida Instigado pelas confiss es desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem um professor universit rio divorciado ir tentar descobrir o que est por tr s da persistente melancolia de Salda a Paris A viagem de descoberta come a com a leitura de um manuscrito da autoria da ex mulher do mexicano, Teresa, que morreu h pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa O narrador n o poderia adivinhar porque nunca podemos saber as verdadeiras consequ ncias dos nossos actos que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.As p ginas escritas por Teresa revelam a sua adolesc ncia no seio de uma fam lia portuguesa contaminada pela desilus o um pai ausente e alco lico, um tio aventureiro e misterioso, uma m e demasiado protectora Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas p ginas o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que come am a insinuar se na sua vida realidades grotescas e brutais Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terr vel possibilidade, Salda a Paris mergulha numa depress o profunda Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador comp e ent o, pe a a pe a, a biografia involunt ria dos dois amantes Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este n o contamine irremediavelmente o futuro.

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      492 João Tordo
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      Posted by:João Tordo
      Published :2018-05-06T14:34:09+00:00

    One thought on “Biografia Involuntária dos Amantes”

    1. Estátua do poeta e romancista Rámon Mária del Valle-Inclán, na praça Méndez Núnez, Pontevedra, Galiza, Espanha“Biografia Involuntária dos Amantes” (2014) é o sétimo romance do escritor português João Tordo (n. 1975).“Biografia Involuntária dos Amantes” começa assim: “Juntos, matámos o javali.”. Estamos em Pontevedra, na AP-9, ao quilómetro 110, o narrador, professor de Língua e Literatura Inglesa, na Universidade de Santiago de Compostela, Galiza, Espanha e Saldaña [...]

    2. Definitivamente é o melhor livro que li este ano.Sem pontas soltas, consistente, bem escrito e uma história que nos prende do inicio ao fim. Perfeito. "Que é feito de ti?"Encolhi os ombros. "Nunca mais me vi. Se me encontrares, avisa-me.""As pessoas perdem-se.""É verdade."Sorri "Existirá um momento que defina o resto da nossa vida?É uma questão estúpida e dotada de um enorme grau de hipocrisia, uma vez que se esse momento existir - () - é tão inútil perguntar por essa ínfima possibil [...]

    3. Opinião: Existe todo um mundo dentro deste Biografia Involuntária dos Amantes. É o sétimo romance de João Tordo, mas o primeiro que me passa pelas mãos, e confesso que demorei algum tempo a digeri-lo, a tentar eu mesma aceitar tudo o que lia, a compreender o que não tinha lido e a tentar depreender o que nunca saberei. Acima de tudo, é uma obra de personagens atormentadas, em conflito com o seu passado e em negação com o seu presente. Existe uma necessidade fervorosa, uma obsessão ret [...]

    4. João Tordo publicou o sétimo e mais recente romance, Biografia Involuntária dos Amantes, em abril de 2014 e não podia existir um melhor começo na editora Alfaguara. Trata-se de uma história, pode dizer-se involuntária, de dois amantes pela investigação obsessiva do protagonista. São personagens complexas, um enredo fugaz e uma leitura extremamente satisfatória.O mais recente romance de João Tordo, o primeiro publicado pela Alfaguara, começa com um acontecimento fora do vulgar: os pr [...]

    5. Depois de já ter lido todos os romances de João Tordo, noto uma certa tendência em escrever sobre personagens que se embrenham em histórias obscuras, procurando entender mistérios que se atravessam na sua frente, ao ponto da obsessão. Nada contra, no entanto, até porque aprecio a escrita deste autor.Não consigo, no entanto, dar as cinco estrelas. É uma boa história sobre obsessão e amor, uma história triste e terrível ao mesmo tempo, mas que não me arrebatou. Li o livro em menos de [...]

    6. Por uma qualquer razão, há livros em que a estória não nos diz assim tanto. Parece-me ser normal, tendo em conta o gosto pessoal, que cada um de nós se identifique mais com determinado tipo de narrativa e outros nem tanto. Foi mais ou menos o que me acontece com a minha estreia com o autor João Tordo.Se tivermos em conta que o protagonista tem uma vida remediada e que, mais que ninguém, está numa situação infortunada, talvez se estranhe todos os esforços que faz. Por outro lado, se at [...]

    7. Já o considerava um dos autores mais promissores da literatura portuguesa. Com este romance, sei que é capaz de tudo: João Tordo é daqueles escritores que, por muitos livros bons que tenham, surpreendem sempre e conseguem sempre melhor nos seguintes. Podemos ter as expectativas muito elevadas, que ele consegue superá-las. Consegue ir ainda mais fundo, tocar-nos a alma e mostrar que a literatura pode levar-nos por caminhos que ainda não conhecíamos. E isso é maravilhoso.Crítica emleitura [...]

    8. "A melancolia é impossível de combater porque, a partir do momento em que nos aventuramos no mundo, teremos sempre saudades de tudo. De tudo. Do que fizemos e do que não fizemos, de quem se cruzou no nosso caminho e de quem jamais conseguiremos encontrar. Cuidar das plantas no nosso jardim é prolongar a existência a criaturas que hão-de morrer quando nos esquecermos delas; é querer fazer com que o amor dure mais tempo para, quando nos virmos livres desta vida de uma vez por todas, partirm [...]

    9. Uma revelação positiva esta minha primeira leitura de João Tordo. Um livro em que se detectam vários géneros literários, de prosa poética, romanesca e policial. Gentes atormentadas que buscam respostas que serenem e façam luz sobre as suas vidas. Amores e desamores, amizades inesperadamente redentoras, vazios pessoais, algum sexo sem receio de expressão. Aguçou o apetite para outros mais.

    10. Livro brilhante! A busca de um sentido para a vida, a busca de uma redenção de um recomeço Prende nos do princípio ao fimo a frase de Samuel Becket no início ' to have been always what I am - and so changed from what I was' Ou já quase a terminar: "Que é feito de ti? () nunca mais me vi. Se me encontrares , avisa -me.'"

    11. O meu texto sobre o livro:p3.publico/cultura/livros/1A minha entrevista com João Tordo: diariodigitalpo/newsp

    12. Empatia. Não da forma como nos sentimos atraídos pelo outro mas da forma em que somos capazes de sentir a dor do outro tornando o nosso objetivo mitigá-la.É assim que se pode resumir esta história absolutamente enternecedora. Num resgate do passado, a personagem principal tenta montar as peças que lhe permitam compreendê-lo, em todas as suas dimensões, para oferecer ao amigo (um mexicano que tem a sensibilidade própria das almas poéticas sem, no entanto, ter criado os anti-corpos neces [...]

    13. Este foi o primeiro livro que li de João Tordo. Fiquei curiosa com a sua escrita depois de várias opiniões e decidi arriscar. E fiz muito bem.Com uma história peculiar (é a palavra que melhor consigo descrever) foi um livro que não consegui parar de ler. Uma escrita sublime, capaz de captar os movimentos e descrições reais do dia-a-dia. É capaz de exprimir por palavras as emoções e sentimentos das personagens de uma forma muito real.Personagens ricas, com profundo desenvolvimento de c [...]

    14. Sétimo romance de João Tordo e segundo que leio do autor (o primeiro foi Anatomia dos Mártires), Biografia Involuntária dos Amantes foi um dos melhores livros lidos este ano.O atropelamento de um javali, em plena autoestrada quando o narrador, que nunca saberemos o nome, e Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano conhecido à pouco tempo, vão em direcção a Santiago de Compostela vai despoletar a história que está por detrás da tristeza do poeta mexicano.E a história, amorosa, vai traze [...]

    15. João Tordo é, para mim, dos mais geniais escritores que conheço. Este é o 8º livro que leio dele e fico sempre rendida à sua originalidade na criação da história e na mestria da narrativa. Tem passagens deliciosas e de uma profundidade que nos enchem a alma. E depois há aquele mistério no romantismo melancólico que não se resiste.Obrigada, João, mais uma vez!

    16. Joao Tordo alia uma boa escrita à capacidade de contar histórias de uma forma que nos prende do princípio ao fim. Ao fim de uns 4 livros noto uma grande consistência neste escritor. Também gosto da ideia de inadvertidamente irem surgindo personagens de outros livros como se ganhassem vida. Confirmadissimo no lote dos que considero muito bons escritores.

    17. Os personagens são bem construídos, fisgam o leitor. Queremos saber o que motivou suas ações e o que acontecerá a cada um deles.

    18. Sometimes it's not so much about what you write, but how you write. And João Tordo has it! With an easy to follow flow of words, he has us locked in his writing and he can tell us anything that we'll keep on reading!He starts on an unlikely point: a car where two men are travelling hits a boar on a Galician* road. This then triggers the Mexican occupant to start talking about his life, mentioning events he'd kept secret from his friend. And this is just the beginning of a journey for the Spanis [...]

    19. Como vem sendo hábito na sua já bem composta bibliografia, João Tordo conduz-nos ao interior de homens sem luz. Numa incessante busca existencial, lembra-nos que a felicidade é um edifício de difícil construção, embora seja o único que vale a pena ser habitado. Na sua escrita escorreita, mas de grande profundidade existencial, o já vencedor do Prémio José Saramago cria uma atmosfera tensa e nublada, como tensas e plúmbeas são as vidas das suas personagens. No entanto, ao longo da o [...]

    20. A minha opinião em vídeo: youtube/watch?v=rJuOuEstou muito desiludida com o Tordo e nos próximos tempos não volto a pegar nele.O primeiro livro que li foi "As Três Vidas" que adorei. Achei o melhor romance português que tinha lido até à data. Decidi que naquele dia iria ler tudo do João Tordo."OBom Inverno" desiludiu-me; "O Ano Sabático" a mesma coisa e estete estava deserta para o terminar. Não me envolvi na história, para além da personagem principal, não criei empatia com mais n [...]

    21. Três dias passados para encontrar, depois de tanto tempo, uma companhia.Foi mais do que um amante e do que um livro.A mistura inteligente e viciante que conjuga uma história, o romance,apontamentos de filosofia e uma descrição impregnada de figuras de estilo, que tornam a leitura um prazer.Um escritor verdadeiramente escritor, que é capaz de, da simplicidade comum de um porra atingir um assaz rebuscado e culto à língua portuguesa.Recomendadissimo.

    22. É perante livros como este que eu tenho pena que o GR não tenha uma opção secreta (reservada para livros de escritores maiores, mas absolutamente interdita a escritores de folhetim) que permitisse dar mais uma estrela - a da excelência inquestionável). João, brilhante. Seis estrelas.

    23. Bem escrito, como é habitual no João Tordo. É capaz de ser o meu favoritos dos escritores portugueses desta "nova geração" (que, coitados, também jia passaram os 40). Não é um livro para todos, mas agrada a quem gosta de livros silencioso com personagens densas e com muita reflexão introspectiva. A história em si tem contornos algo escabrosos, mas a qualidade da escrita, para mim, supera o facto de uma parte do que li ser conteúdo "desagradável".

    24. Um livro absolutamente incrível, escrito numa linguagem crua mas ao mesmo tempo doce. Faz-nos querer saber sempre mais sobre as personagens e sobre a sua vida, na qual entramos e nos envolvemos de uma forma maravilhosa e, arrisco-me a dizer, empática.

    25. Uma trama que surpreende a cada instante, numa prosa poética que é uma delícia, e abordando temas que nos tocam.

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